Deus, um delírio
André Gazola
A religião é o maior mal que assola a humanidade e você deve libertar-se dela.
Essa é a principal mensagem que Richard Dawkins pretende transmitir com seu bestseller Deus, um delírio [1], que superou todas as expectativas de vendas em um país tão religioso como o Brasil.
Através dos tempos, o homem questionou-se cada vez mais sobre os mistérios do universo, sua própria existência e a razão por estar aqui. Todas as lacunas que não puderam ser preenchidas por explicações racionais foram submetidas a motivos sobrenaturais: criamos deuses capazes de solucionar problemas cujas respostas nos escapavam. E assim surgiu a guerra. Milhões e milhões de pessoas morreram — e ainda morrem — em nome de entidades ocultas e poderosas que, supostamente, nos vigiam o tempo todo.
Paralelamente, a ciência trava uma batalha sem fim contra aquelas questões apossadas pela religião. O evolucionismo de Darwin simplesmente pôs por água abaixo os dogmas que a Igreja postulava, até então, como verdades absolutas.
Richard Dawkins é um evolucionista que trata a religião da forma como deve ser tratada: um campo aberto a opiniões, assim como a política ou o futebol. Por que a religião deveria gozar de um “respeito superior” em relação a outros assuntos?
Em dez capítulos, o autor desfaz todos os, digamos, mal entendidos que foram construídos ao redor da religião pelos criacionistas. Ao mesmo tempo, ele apresenta seus próprios argumentos que destroem completamente tudo que já foi levantado pelos defensores do teísmo, para provar que “quase com certeza, Deus não existe”.
Questões como o politeísmo, monoteísmo, agnosticismo, os argumentos de Tomás de Aquino, a teoria do design inteligente, a religião como raiz de todo o mal, como base moral e como preenchedora de lacunas na mente humana são criticadas, explicadas e contra-argumentadas por este que foi eleito um dos três maiores intelectuais do planeta, ao lado de Umberto Eco e Stephen Hawking.
O grande diferencial de Dawkins é que, ao contrário da maioria dos ateus, ele não usa frases do tipo “sou ateu, mas…”. Ele quer você livre da religião, abrir seus olhos através de um raciocínio lúcido e, eu diria, irrefutável; provar que a religião é a verdadeira causadora de todo o mal e que você está perdendo seu tempo e sua vida ao submeter-se às crenças em falsos preceitos sobrenaturais.
No final do livro, inclusive, há uma lista de fontes e contatos para aqueles que querem e precisam de ajuda para livrar-se da religião. O autor também comanda a Fundação Richard Dawkins, que guia milhares de pessoas do mundo inteiro em direção à luz da ciência.
Referência
[1] Companhia das Letras, 2007
André Gazola tem 19 anos, é estudante de Letras, Webdesigner e campeão de xadrez frustrado (frustrado apenas no xadrez por enquanto, que fique claro). Há um ano, vem aventurando-se pelo mundo da literatura com seu blog Lendo.org e pretende ser professor também de literatura, propondo práticas pedagógicas inovadoras no ensino da disciplina. A sala de aula como cobaia de experiências? Para ele, é isso mesmo.





Cara, se vc se empolgou com o livro, é porque ainda é muito adolescente. Não estou falando pra vc acreditar em Deus, mas é de se esperar mais de alguém que faça Letras. Vc acha mesmo que a religiosidade é uma invenção do homem para suprir a falta de explicaçôes racionais? Bom, nesse caso, sendo a ciência a detentora da verdade, vc deve crer que a arte não deve ser mais que um passatempo, uma criação tão fantasiosa quanto a religião. Vou dizer a verdade, não li o livro; li somente o título e mais umas seis linhas. Mas nem precisaria. Na verdade, meu caro, não perco mais tempo com esse tipo de besteira. Enfim, só pelo título já se sabe que ele falará de Deus como algo subjetivo, determinado pela subjetividade. Tá, mas depois de ter lido Hegel, Nietzsche, Heidegger, Foucault, Deleuze, não dá mais para engolir aquele velho discurso da subjetividade - a mais pobre forma de subjetividade, diga-se de passagem - que tão bem se coaduna à opinião comum. Dawkins não pensa o que é o sujeito, o que é o objeto, o que é que possibilita tanto um quanto o outro, não pensa os fundamentos da ciência, não pensa o que é a verdade para a ciência, não pensa o que é a verdade, não pensa o que é o real, etc. Creio mesmo que ele nem sequer pensa. Pois precisamos mesmo é de pensadores e não de mais intelectuais. Intelectual existe aos montes, de sorte que tanto faz quem quer que seja o primeiro, o segundo ou o octagésimo sexto, embora este último fale algumas coisas interessantes. Dos intelectuais que vc falou, eu só respeito o Umberto Eco. No entanto, creio que ele se riria do livro do sr. Dawkins.
Enfim, eu teria uma miríade de coisas para falar, mas se a massa elege o sr. Dawkins como um dos três maiores intelectuais, quem sou eu para criticá-lo? Uma coisa se aprende na vida: não se pode vencer o senso comum.
Bom, me dignei a escrever-lhe estas linhas mais por ver que até um estudante de Letras, que se pretende envolvido com a literatura, se encontra repetindo um panegírico que é de se esperar apenas de um obtuso cientista do que para criticar o autor.
Honório, você quis criticar o André por ele ser estudante de Letras, o fato de ele ser mais novo do que você, o livro que você não leu, uma opinião contrária que você não soube aceitar muito bem, as crenças e descrenças do Dawkins ou os intelectuais? Ou tudo junto?
Ele se empolgou com o livro porque é mais novo? Então uma pessoa mais velha (que seria você, no caso — ou não?) não se empolga com livros? Que coisa estranha. Se voltar aqui e puder explicar melhor esse “argumento”, fique à vontade. Mas volte com pedrinhas a menos, pois o que o André escreveu foi uma resenha sobre um livro, não uma autobiografia. Acho que essa mania de julgar as pessoas por uma opinião sobre um livro num texto só já está batida, não?
Pelo menos um “intelectual” consegue construir argumentos que não passam por crítica pessoal, como os que tu construiste, Honório. Típico de um criacionista, eu diria, só pra cutucar mais.
O resto está no comentário da Renata.
é, deve ser pessoal mesmo. afinal de contas, não é tudo subjetivo?
leva a mal o q eu disse naum, cara. me desculpe se eu fui grosseiro. Paz e bem.
André, não se esqueça que centenas de milhares de pessoas também foram mortas em nome no “progresso” e da “ciência”.
Corrigindo: do progresso e da ciência
HONÓRIO, gostei de sua crítica à subjetividade de “intelectuais” combatedores da fé do ser humano. gostaria de trocar idéias com vc sobre esse assunto.
ANDRÉ: “criamos deuses capazes de solucionar problemas cujas respostas nos escapavam. E assim surgiu a guerra. Milhões e milhões de pessoas morreram — e ainda morrem — em nome de entidades ocultas e poderosas que, supostamente, nos vigiam o tempo todo.”
fala sério!! a guerra é fruto da cobiça por poder, riqueza e glória; fruto do desejo de dominação dos menos favorecidos por parte dos “sábios” e poderosos que lideram os governos do mundo.
repito o que foi dito pelo FELIPE STEFANI:
“André, não se esqueça que centenas de milhares de pessoas também foram mortas em nome no “progresso” e da “ciência”.
Emgraçado isso. O que alguns povos alegam é exatamente o que o André disse. Talvez por um lado seja o que você falou, Paulo, mas há os que “acreditam” na guerra por motivos que nossa cultura nos impede de compreender de forma pura, se assim posso dizer.
RENATA, existem, sim, as guerras religiosas. é verdade!
mas o que eu estranhei desde o início da minha leitura da resenha foi essa conotação que o ANDRÉ deu à religião como causa primária da guerra.
mas o pensamento leviano de que a fé é a razão de todos os males se perde no seguinte:
DEUS NÃO É RELIGIÃO.
religião é o que o homem faz de Deus.
Deus, porém, é independente do que as religiões dos homens dizem a respeito dEle.
ateus detratores da fé, como este DELIRANTE Mr.Dawkins, são imprudentes e irresponsáveis ao não distinguirem fé, este sentimento inerente ao ser humano tal qual qualquer outro sentimento de religião.
sendo tão “sábios” são tolos ao não saberem separar essas duas dimensões da realidade do homem e do mundo.
é simples:
A RELIGIÃO VEM DO HOMEM, MAS A FÉ VEM DE DEUS.
(desculpem-me o post longo)
Eu entendo teu ponto de vista, Paulo. Mas, apesar de não concordar com tudo, não acredito que você possa dizer tudo isso com tanta certeza. A não ser que você tenha consciência de que é uma certeza tua. Afinal, tantas outras religiões (e pessoas que acreditam em Deus, mas não seguem religião alguma), por exemplo, fazem o mesmo e você provavelmente não concorda com aquelas crenças. E isso não significa que é possível dizer por aí que quem acredita nelas está errado. A separação deveria começar aí.
renata, eu penso (e creio) o seguinte:
para o Universo existe um Criador, pois eu ainda estou para ver uma obra capaz de existir sem um autor;
e para a vida existe um doador, pois eu ainda estou pra ver um ser vivo brotar de uma coisa sem vida.
e esse Criador só pode ser Deus.
ou seria algum extraterrestre como querem os ateus?
(e ainda dizem que não creêm em nada… que paradoxo!!)
mas eu não sou deísta, pois creio que esse Criador não relegou a Sua criação.
e assim como Ele esteve no princípio com o primeiro homem, e ñ o abandonou à própria sorte, Ele esteve com os descendentes desse primeiro homem, aqueles que também não O rejeitaram, e de descendência à descendência, Ele chegou a nós, chamados gentios, através da anunciação do Evangelho, que veio por Cristo e este, por sua vez, do povo judeu, o povo a quem Deus separou dentre os povos da Terra para ser o remanescente da criação caída.
portanto, se o Criador não rejeitou a Sua criação (e se ainda assim estamos de mal a pior, como, de fato, estamos, imagine se tivesse virado as costas pra nós!), Ele deixou para ela uma revelação, que está nas Escrituras, que são o conjunto das revelações de Deus ao Seu povo, de descendência a descendência; do primeiro homem, Adão, ao justo do dilúvio (que condenou o mundo injusto antigo), Noé, ao pai das promessas, Abraão, ao fiador da promessa, Jesus Cristo, passando por muitos outros e chegando a nós, OS QUE CRÊEM sendo, portanto, filhos da promessa, sendo, inclusive, elas, as Escrituras, o relato da história desse povo separado por Deus, do qual somos também nós, OS QUE CRÊEM, separados de um mundo injusto e ainda caído em sua incredulidade e torpeza para o mundo futuro, o qual continuamos aguardando até o fim, em nossa fé e esperança, pois é em esperança que somos salvos, e O que prometeu é fiel e justo para cumprir a nossa esperança.
por que se crê em Deus?
- porque se tem esperança. (entre outros motivos!)
esperança em quê?
- num bom destino após a sinistra e desconhecida morte.
onde se pode saber sobre esse destino?
- ora, só pode ser da parte de Deus!
onde se pode aprender as coisas da parte de Deus? na religião?
- QUAL DELAS?!!!
não!… que tal na própria revelação de Deus?!!
onde está essa revelação?
- esse post dá uma ligeira explanação sobre serem as Escrituras essa revelação de Deus!
por fé e esperança, creio em Deus! por racionalidade, não creio nas religiões humanas! por clareza, objetividade e coerência creio na Bíblia Sagrada como a Palavra de Deus para erguer a criação decaída.
interessante: este meu raciocínio é linear, enqto que o raciocínio ateu é circular. o ateu C-R-Ê em um Universo de existÊncia cíclica e numa mera vida efémera terrena.
EU CREIO NO SENTIDO DA VIDA !!!
*mais uma vez, perdoem-me o autor do blog, ANDRÉ, a RENATA e os demais participantes pelo esticado no post…
Entonces! Acho que o mais comentado nessa edição da Malagueta é uma resenha que versa sobre… deus!
Mudam os cachorros, mas as pulgas seguem sempre as mesmas. A existência de um deus, a sentido da verdade e as possibilidades de cognição do real (isso, se existir um real) são debates super-hiper-mega milenares. Não se matem, people.
PS.: André, parabéns pela resenha
E pelo blog, também. Abraços!
Estava pensando sobre isso mesmo, João. Literatura que é bom mesmo… niente.
que tal essa literatura: “A Linguagem de Deus” - Francis Collins.
este biólogo é mais humilde, sensato e realista ao não atacar a inata fé do ser humano e admitir a realidade espiritual da vida.
ademais, de que serve tanta literatura se , simplesmente, duvida-se da realidade?
Renata,
acabo de voltar do meu horário de almoço e passei numa das muitas livrarias cristãs aqui do centro.
em meio a tantas estantes com uma extensa variedade de livros, autores e temas, lembrei-me do que vc disse e uma vez mais discordei…
Isso me lembrou uma frase de Rene Guennon: “Quanto mais antiga mais forte a verdade” .
pois é, FELIPE, o ser humano sempre foi religioso, pro bem ou pro mal.
ou seja, espiritualidade e fé estão para o homem assim como instinto está para os animais.
mas “pensadores” desprovidos de sinceridade intelectual querem por finas forças negar ao homem o direito de crer e o dom de acreditar…
Há uma enorme diferença entre ter uma opinião (com a qual ninguém precisa concordar, mas pela qual se deve ter o mínimo respeito) e obrigar as pessoas a acreditarem em algo ou achar que só é “verdade” ou “válido” se as crenças forem de acordo com determinado pensamento.
Olá Renata,
Respeito muito a sua opinião assim como de qualquer outra pessoa, mas isso que você falou me parece justamente que Richard Dawkins está tentando fazer.
Não sou ninguém para ter autoridade sobre assuntos tão profundos, mas uma coisa que sei é que os maiores genocidios do Séc. XX foram cometidos por líderes ateus e anti-religiosos. A respeito da fé de que Paulo Amorim falou, não se trata só dela, a fé sempre foi uma parte importante da religião, mas todas as religiões milenares acreditam em deus através de uma prova intuitiva e racional. Isso eu posso dizer pelo menos em relação as tradições milenares chinesas da qual tenho um certo conhecimento, assim como um pouco de conhecimento sobre o cristianismo.
Todas essas tradições podem estar erradas porém, dentro da minha ignorância prefiro acreditar em pessoas como Lao Tse, Chuan Tzu, Jesus Cristo, Buda, Dalai Lama, Aristótales e Pascal para citar alguns, do que no Richard Dawkins.
Mas isso nao quer dizer que nao respeite a opinião de quem pensa diferente de mim, aliás esse é um princípio da democracia.
Tenho muitos amigos ateus e que pensam totalmente diferente de mim e isso nao influe em nada na amizade, o que seria um absurdo.
Respeito a opinião do André.
Abraços.
Mas o que eu estou fazendo (sinto que à toa) não tem nada a ver com o assunto tratado, na verdade, Felipe. Não estou indo contra ao que qualquer um disse aqui. Nem coloquei em questão as minhas crenças porque acho que não convém. Posso muito bem acreditar em tudo o que o Paulo disse e, ainda assim, vou continuar dizendo que é preciso entender que nem todo mundo pensa igual a ele (como você bem entendeu), que é preciso tomar cuidado com isso e que ele continua a discussão porque quer que acreditemos no que ele acredita.
E só falo assim porque o Paulo (e o Honório também) não me parece que levou em consideração as diferenças de pensamento. Mas é só por isso que me “meti” na discussão mesmo.
Entendo, aliais concordo também com o que você disse a respeito de comentarmos também os outros textos da revista, ao invés de ficar só comentando esse texto. Penssei nisso e vou ler os outros textos com mais atenção.
Renata, eu respeito as diferenças de pensamento. eu nasci num país democrático (ou ele se tornou democrático bem depois de eu ter nascido) e defendo uma coisa chamada tolerância.
tolerância aos que tem uma fé diferente e tolerância aos que não tem fé nenhuma (teoricamente não tem!)
mas e “pensadores” como esse Dawkins são tolerantes?
acho a fé uma coisa importante até pelo fato de ela ser pertinente a cada um de nós.
mas cientistas céticos (os homens não a própria ciência!) querem impor a sua incredulidade e o seu desrespeito pela religiosidade humana.
temos os fanáticos religiosos, logo teremos tb os fanáticos incrédulos.
e Dawkins é uma das parteiras deles.
apesar de, com uma certa medida de tom forte, estar argumentando contra a incredulidade, não tenho a ambição de impor fé a ninguém.
pois eu creio que a fé é um dom de Deus e não um querer do homem.
Stálin não era ateu e há evidências de que Hitler era católico. Dawkins explica e mostra isso no livro resenhado.
Portanto, afirmar que “os maiores genocidios do Séc. XX foram cometidos por líderes ateus e anti-religiosos” não é correto.
Até agora, aqui eu só vi “achismos”. Ninguém comentou sobre o livro ou tentou refutar os argumentos do Dawkins, só sabem usar o argumento do “ele é um porco imundo”.
Isso não funciona, mesmo que a fé “seja o que quer que seja”.
André: “Stálin não era ateu e há evidências de que Hitler era católico.”
religioso de fachada tem muitos.
padres pedófilos são tementes (respeitosos) a Deus?
pastores ladrões tem o temor de Deus?
vc me diz: “e os fundamentalistas radicais que matam e morrem em nome de Alá e os inquisidores que matavam em nome do Deus cristão?”
eu te respondo:
os objetivos genocidas são religiosos?
*ou melhor, pergunto…

Ok, então tudo que é “bom”, pode ser da religião. Tudo que não é, não tem nada a ver com a religião, apesar de dizer-se.
fazer caso da fé alheia não é uma atitude religiosa.
a religião em si não ensina a roubar, matar e oprimir os indefesos. (muito pelo contrário!)
quem pratica tais atos são pessoas inescrupulosas que se aproveitam do seu status de “guia espiritual” para tirar proveitos dos mais abusivos para si.
é como as religiões mesmo dizem:
lobos em pele de cordeiro;
joio no meio do trigo;
condutores cegos.
“mas Deus lhes requerirá das mãos o sangue inocente”
Andre, você quer dizer que o Stalin não perseguiu os catoliocos, nem aos Hitler Judeus e catolicos, o Fidel Castro os catolicos e os pais de santo, o Mao Tse Tung os buditas do tibet???????
Quem usa “achismos” é o Dawkins que naõ entende nada, isso tenho certeza, das tradições religiosas.
Felipe Stefani: Quem usa “achismos” é o Dawkins que naõ entende nada, isso tenho certeza, das tradições religiosas.
é verdade, amigo.
enqto todas as formas de arte tem a sua inspiração na religião, um incrédulo materialista feito este Dawkins quer extirpar a espiritualidade humana da face da terra…
tenha dó!!!
e senso, neh!!!
Religião depende de fé, matemática depende de fé (Gödel), ciência depende de fé (Hume, Poper, Kuhn, entre outros tantos), filosofia depende de fé (Wittgenstein, entre muitos outros)… São sistemas, jogos e brincadeiras, nas quais você aceitas as regras ou não… você não joga xadrez se não aceita as regras, todos constroem coisas, todas formas de explicar o mundo fazem parte do humano, mas no fim não consiguimos ir além de nossa humanidade e é este mesmo o nosso limite…
Pra mim a ignorância esta na religião e não na fé. Ainda não li o livro, mas estava pensando em comprá-lo, até mesmo por isso cai neste blog.
Condordo com muitas coisas que aqui foram ditas, não gosto de fanatismos seja ateístas (pois existem e muitos) ou religiosos, na realidade não os suporto, detesto gente que levantam bandeiras e se aderem a causas únicas, ao se fecham para as demais coisas e possibilidades, portanto sou sim uma adpta da não religião, claro ela não é o úncio mal, como muito bem foi dito acima, o progresso e a ambição são grandes distruidores ao longo dos tempos, mas que fique bem claro, que não tapemos os nossos olhos a religião também é um desses problemas se hoje nao é o maior a muito tempo átras com certeza já foi o maior de todos, mas por outro lado acredito em Deus (ou seja lá qq outro nome que possa se dar), tenho fé e seria muito egoísta se achasse que não existe algo maior além da razão e do físico.
Mas reforço quando digo: não acredito em religião pois estas assim como suas crenças, proibições, ideais, etc… foram criadas pelos homens de acordo com seus interesses e não têm nada a ver com Deus, com o bem acima de tudo, ou com qualquer outra coisa realmente boa e que realmente nos leve em algum lugar que não tenha nenhuma ligação com dinheiro, interesses, ameaças, etc…
Gostei muito do blog e das opiniões aqui expostas.
Um abraço a todos,
Tamy