Poema místico e outros

Felipe Stefani

Poema místico
Repentino,
Na clareira vulcânica da idade,
Concebi assim a leitura da memória;
De que tudo que desata, cresce e morre
Tem um gesto,
Um gesto de princípio.

Deveríamos chamar “ritmo”
Tudo que nos torna exaltados.

Somos tentados a ver dentro do sonho,
Assim nos recriamos do que nos causa escândalo,
Nomeamos a noite, a tarde e …



Para escrever, Ponderar & A face interna

Walter Ramos

Para escrever
(ou O imperativo da escrita)

Elege um tempo a visitar formas passadas.
Resiste um pouco. Logo — comportas-cheias —
vem à veia pulsada a poesia viva.
Dela tirarás a prima seiva.
Segreda um canto na memória,
exalta o agora como quem passa sem jamais;
Na bagagem o necessário,
com tudo que se possa dispensar …



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