Sin.cretismo & Bilboquê
Matheus Vinhal
Sin.cretismo
Um jornal ao meio-dia anuncia
A meia-morte do meio-Cristo
passado por uma agonia sem alforria
Este seria meu aval para o contrabando
de rezas e novenas por vezes profanas
para o fim do cotidiano
uma luta dia-a-dia, ano-a-ano,
assim seria, bem ufana,
Para(ria) o cotidiano
Sãgrãdo até as pontas,
Dados lançados,
lanças em lados contrários, diversos,
apontando e rumando
para o fim da história,
para o fim das horas,
para o fim do cotidiano
de agora
expresso, para quem tem fé, na borra de um café
expresso.
***
Bilboquê
Chique,
Eu sou um clichê.
Um duplex:
acima sou eu pregado
abaixo por um durex
a você.
Distinto.
Eu sou um cutiliquê.
Muito mais do que se pensa
eu sou a quintessência
a ferver.
Sublime.
Eu sou um bilboquê
com a corda toda
penetrando firme.
Um salamandra de vime.
O meliante da vez.
Eu não.
Eu ando.
Eu não acredito.
nunca
no que digo
pela nuca.
Matheus Vinhal é escritor. Mas o que realmente importa é que é belo e de bom caráter: não chuta crianças e respeita os velhos, sorri para todos, não se droga e é moço rezador. Seu único vício é seu blog. Lá ele escreve. Seu maior sonho é ser famoso. Enquanto permanece um segredo para o mundo, é feliz.




