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Eron de Almeida

Abriu os olhos e viu o teto. Tateou o lençol à direita, nada encontrou. Procurava algo que estava no sonho, não lembrava o quê. Havia tempos não sonhava, ou melhor, até sonhou, mas não recordava de nenhum dos sonhos anteriores, mesmo deste último quase nada lembrava, somente a sensação de buscar algo. Antes já havia percebido essas falhas da memória. Ficou inquieto. Queria saber o que procurava. Sentou-se, olhou em volta, sob a coberta e atrás do travesseiro. Nada, nem na cama nem na mente. Decidiu levantar-se, lavar o rosto e tomar uma xícara de café. Quem sabe lembraria. Novamente nada. Era domingo e não trabalharia. Quase três da tarde e ainda buscava. O dia corria e ele rastejava atrás de algo. Anoiteceu, noite morna de domingo e ele permanecia naquela busca. Não dormiu. Segunda-feira, levantou cedo e cansado, tinha de trabalhar. Desistira da busca em qualquer momento na madrugada. Lembrou-se que já fizera isto antes. Chorou.

Eron de Almeida, 31 anos, brasileiro emigrado com saudades das saúvas, tem sofrido com os invernos, não gosta de neve. Deseja escrever mais, só que sua preguiça é maior. Não tem blog nem página na web, apenas um endereço de correio eletrônico.

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2 comentários  


  1. Tem sido assim todos os dias.

  2. Êta saudade das saúvas e das palmeiras.

    Anderson Cássio - 21/08/08


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