Editorial – edição #7
A nova edição da revista traz mais novidades. Depois que o layout do site foi mudado, percebemos que a partir dele poderíamos continuar o trabalho de melhora, sempre em nome da praticidade e da simplicidade.
Nós sempre esperamos que todos leiam o editorial de cada edição. Não sabemos exatamente quantos lêem e, por isso, pedimos desta vez que todos os que se interessam pela revista o façam.
Quando se começa um projeto, a intenção é que ele tenha sucesso e respeito, pois nenhum trabalho é feito sem objetivos. Pelo menos não o nosso. A revista já está em sua sétima edição. Dizemos “já” porque, com tudo o que passamos até agora, não seria surpresa se tivéssemos de parar com ela. Mas não foi surpresa termos continuado. O apoio que ganhamos desde o começo, com a exceção de leitores, autores e amigos que nos ajudam muito da maneira que podem, é praticamente zero. Nunca corremos atrás para que alguém nos apoiásse, mas não foi por orgulho. Qualquer iniciativa de apoio à literatura e de incentivo à leitura é válida.
Mas do mesmo jeito que recebemos elogios, percebemos certa desconfiança em relação à validade de uma revista literária online, ainda mais feita por pessoas das quais muita gente nunca ouviu falar. É bastante comum fazerem “pouco caso” do nosso trabalho, pois duvidam da credibilidade da revista. Mas com isso surge uma dúvida: o que é credibilidade no nosso caso? Publicar autores conhecidos?
A intenção da Malagueta é publicar autores iniciantes, dar uma chance a eles, nem que eles não queiram seguir na literatura mais tarde. Uma vez ou outra, publicamos escritores já conhecidos, que tenham mais experiência (como é o caso de João Paulo Cuenca e Amilcar Bettega, que são ótimos exemplos para aspirantes a cronistas), para incentivar outras pessoas a mandarem seus trabalhos. Se entendemos bem, para que levem a revista a sério, é preciso que nomes “famosos e respeitados” tenham textos publicados. Então, o que querem é praticamente que ressuscitemos alguns escritores também.
Tão comum quanto o “pouco caso” é o julgamento precipitado que fazem da revista. A única coisa que podemos fazer é pedir que se informem melhor, que leiam com mais atenção. Somente assim para entender quais são nossas intenções e se elas são dignas de credibilidade.
Às vezes até um autor ou outro não entende muito bem o que é ter um texto publicado por uma revista que está em seu primeiro ano. Talvez eles esperem algo mais. Não sabemos o que exatamente pode ser esse algo mais. Uma editora interessada no trabalho? No Brasil é um pouco difícil, mas tudo é possível. Nós sabemos as condições nas quais nos colocamos, por isso mesmo não podemos admitir que menosprezem o que fazemos. Se alguém não concorda, tem todo o direito. Pode até nos mandar um e-mail. Mas não nos trate como se não tivéssemos nítido o motivo pelo qual a revista foi criada e quais as conseqüências disto neste país. Não nos trate como se nosso trabalho valesse menos do que outros. Estamos todos aqui com um objetivo claro e honesto. Se não é possível ter respeito pelo que fazemos, a escolha de afastamento é inegavelmente livre.
Queremos despertar o interesse das pessoas pela literatura, mas não é nossa intenção que ele se resuma à revista. Ela é apenas uma forma de apresentação e comunicação, por isso mesmo aumentamos a interatividade no site, criando inclusive um blog.
Percebam e acompanhem a evolução da Malagueta. Escrevam, leiam, discutam, pensem. Um trabalho feito com dedicação não pára porque há opiniões contrárias.
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A partir desta edição, os editores Alex Sens Fuziy e Renata Miloni terão suas colunas e escreverão sobre qualquer tema, relacionado ou não à literatura. Também criamos um blog para postar novidades da revista, algum texto literário interessante e entrevistas.
Um aviso importante: a oitava edição da revista, que sairia em janeiro, será publicada somente em fevereiro. Um dos editores, o Alex, ficará um tempinho longe desse mundo virtual. Portanto, vocês terão mais tempo para mandar seus trabalhos.
Agradecemos a todos pela atenção e apoio. Boa leitura!
Os editores





sabe, no bar do escritor wm http://www.bardoescritor.net a coisa é a mesma. a falta de interesse, até de outras publicações interNérdicas, é irritante.
No caso da Malagueta é falta de respeito que as pessoas têm mesmo.
Foi surpresa ler sobre o pouco caso e o julgamento precipitado que fazem da revista, apesar de saber que ambos existem. Como tem gente pobre de espírito…
De qualquer forma eu aprecio a iniciativa de tantos espaços como esse, lugares cheios de possibilidades de crescimento. Gostei muito dos textos que li até agora. A revista é ótima e tenho divulgado para os interessados.
É minha gente, a coisa não anda fácil pra ninguém. Ou fácil demais, será?
O que temos e devemos fazer, é passar por cima desse tipo de menosprezo, vamos seguir em frente com essa maravilhosa iniciativa e continuar fazendo esse trabalho fantástico que vocês já fazem, cada vez melhor.

O boca-a-boca às vezes ajuda até mais, Isabella. hehe Obrigada mesmo!
Exatamente como estamos fazendo, André. Nosso trabalho é mais importante do que pessoas que não entendem nada.
Obrigada!
Nossa, Renata. Eu já imaginava isso tudo. Mas foi muito bom você e o Alex escreverem este editorial falando tudo isso. O óbvio só se torna óbvio quando dito. Conheci a revista por indicação de uma amiga. Admiro muito o trabalho de vocês na Malagueta. O pouco tempo de existência dela só mostra o quanto vocês são competentes em manter uma publicação com excelente qualidade(mais qualidade até do que muitas publicações não-eletrônicas). Caí da cadeira tamanha minha felicidade quando li o e-mail de vocês confirmando que meu textinho iria ser publicado aqui(na edição passada). Essa construção ficou meio suspeita…
Bem, a minha felicidade é decorrente do respeito que tenho pela Malagueta.
Picuinhas de lado, o que importa é o espaço real que a literatura ganhou com o surgimento de revistas eletrônicas sérias e dinâmicas como a Malagueta (e também a Revista Paradoxo, da qual faço parte). Tenho orgulho de divulgar todos os textos que publico, aqui ou lá, e fico bastante grata em saber que, nessa “terra de ninguém” que é a internet. há muita gente boa e disposta a seguir em frente, apesar de.
Parabéns a vocês pela força, o empenho e o trabalho.
Muito obrigada pelo reconhecimento, Cássia e Nathalia.
Eu não sei de onde vem esse papo de desrespeito. O trabalho de vocês é muito bom. Aliás, muito boa também essa idéia de entrevistar escritores. É sempre interessante saber o que eles têm a dizer sobre o que fazem. Enfim, a cada edição uma novidade… E devo dizer: esta é a melhor edição da Malagueta.
Guto, o fato de trabalharmos com dedicação na Malagueta não significa que por isso teremos respeito. Nem todo mundo reconhece o trabalho das pessoas. É assim no mundo inteiro, você deve saber.
Não é papo, é verdade mesmo. Mas acho que as coisas começam a mudar.
Querida Renata,
saber eu sei. Mas nem ligo. Quando escrevi “eu não sei de onde vem esse papo de desrespeito”, quis dizer, na condição de leitor: eu não ligo para isso, como se estivesse dando de ombros. Mas compreendo que o sentimento é diferente no caso de vocês, que estão botando a mão na massa.
Um abraço.
Quando a próxima?
Semana que vem, Luís.
E a oitava edição, quando sai? Ainda neste mês?
Quando conheci a Revista Malagueta, por indicação do escritor Charles Kiefer, e surpreendi nomes conhecidos e outros nem tanto, fiquei ainda mais surpreendido pela qualidade.
Nesse número, tanto o visual quando os textos estão muito bons. E li o editorial, é claro.
Como editei durante anos a Revista Literária Blau, com vários prêmios, tive a mesma preocupação que vocês apresentam agora: nome conhecidos ao lado dos desconhecidos. Isso dá credibilidade e atrai leitores, até para os autores novos. Estão, portanto certos.
Vou repassar o e-mail da Renata, com o link, para 2 mil endereços que tenho.
Parabéns e sucesso!