Espaço de liberdade

Mais Flip:

Ao longo dos anos, eu fui percebendo também que acaba sendo interessante você precisar ter um trabalho ou ter uma outra fonte de renda. Muita gente diz que isso acontece num sentido até psicológico, pra você não ficar muito, muito neurótico com a literatura — que é sempre uma tendência. Mas no meu caso, hoje em dia, eu acho que o principal fator positivo dessa situação é que a literatura acaba sendo pra mim o espaço que ela tem que ser mesmo, que é o espaço de liberdade.
[Veja o vídeo]

Michel Laub no debate “Primeiro tempo”, do qual também participaram Adriana Lunardi, Emilio Fraia e Vanessa Barbara.



Flip: “Não existe literatura feminina”

No blog da revista LER:

Há ou não há uma literatura feminina? O tema é recorrente, por mais que em cada debate, conferência, festa literária ou tertúlia se tente enterrá-lo de vez. Foi o que tentaram fazer as três escritoras convidadas para a mesa “Sexo, Mentiras e Videotape”, já com a noite a cair em Paraty. “Espero que seja a última vez que se fale de literatura feminina”, afirmou José Luís Peixoto, no papel um pouco atrapalhado de moderador. Não será, mas vale sempre a pena tentar. Cíntia Moscovich, escritora e jornalista gaúcha, prémio Jabuti por Arquitetura do Arco-Íris (2004), tentou através da ironia: “Se há uma literatura feminina, tem de haver uma literatura homossexual; se há uma literatura homossexual, tem de haver passiva e activa…” Gargalhada da audiência e gargalhada de Cíntia. “Sim, mas há um jeitinho feminino, sim…”, acrescentou. Inês Pedrosa tentou através da frase definitiva: “Tretas. Não existe literatura feminina. Existe é boa e má literatura. Tudo o que seja criar guetos — na arte, na literatura, na vida — é estúpido.” Zoë Heller, escritora e jornalista inglesa, finalista do Booker Prize em 2003 com Diário de um Escândalo (editado em Portugal pela Presença), tentou através de uma comparação: “Quando a mulher fala da experiência feminina, é colocada num gueto. Ouve-se muito: ‘Ah, essa é uma questão feminina’. Quando um homem fala da experiência masculina, o tema é universal.”

Heller tem razão. Quando uma mulher escreve, é preciso que isso seja avisado antes. Quando um homem escreve, é normal. Há, claro, uma diferença talvez no jeito (sim, deve haver melhor definição) de escrever — o que não impede, de forma alguma, uma mulher de escrever sobre temas unicamente “masculinos” até melhor do que um homem, por exemplo.

Até onde vai a mania de categorização do ser humano?



Mais sobre a Flip

Mais links da cobertura: blog oficial e o canal da festa no YouTube.

O homenageado do ano é Machado de Assis. Vejam a programação completa e a lista dos autores convidados. Também será possível ver os debates ao vivo por aqui.

Update
O blog da revista portuguesa LER também fará a cobertura do evento.



Sobre a Flip

A Malagueta ainda não tem um correspondente na Flip, por isso indicamos aos leitores a cobertura que o blog Prosa Online, d’O Globo, começa a realizar. Escritores e jornalistas, como Sérgio Rodrigues e Fernando Molica, provavelmente publicarão algumas notas, então acompanhem estes blogs também. E não só pela festa literária, são boas dicas de leitura.



Edição #9 no ar

A edição #9 da Revista Malagueta acaba de ser publicada com algumas novidades e textos excelentes tanto de brasileiros como de portugueses.

Boa leitura a todos!

P.S.: Muito em breve teremos novidades, que serão divulgadas aqui no blog.



Mailing list

Algumas pessoas podem receber o e-mail da mailing list um pouco desconfigurado. Não é um problema que pode ser resolvido, já que o e-mail já foi enviado, mas acontece. Talvez nem todos recebam assim, mas as chances são pequenas.



Novo livro de Alex Sens Fuziy

Esdrúxulas, o livro de estréia de Alex Sens Fuziy, acaba de ser publicado. São 23 contos e minicontos sobre mulheres exdruxulamente maravilhosas.

Para saber mais sobre o livro, acesse o blog do Alex e entre em contato com ele.



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